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Mostrando postagens de junho, 2026

Tipologia Comportamental: Como as Diferenças entre Pessoas Impactam as Organizações

Nenhuma pessoa é igual à outra. Nas organizações, essa diversidade comportamental é ao mesmo tempo um desafio e um ativo. Entender a tipologia comportamental é o primeiro passo para gerir equipes com eficácia. Os Cinco Traços Comportamentais As diferenças entre as pessoas nas organizações podem ser compreendidas por cinco dimensões principais. Extroversão x Introversão — extrovertidos são agradáveis, sociáveis, comunicativos e positivos. Introvertidos tendem a ser reservados, tímidos e quietos. Amabilidade — pessoas amáveis são cooperativas, empáticas, bem-humoradas e confiáveis. As pouco amáveis são frias, desagradáveis e confrontadoras. Conscienciosidade — pessoas conscienciosas são responsáveis, organizadas, persistentes e buscam aprendizado. As não conscienciosas são distraídas e pouco confiáveis. Estabilidade emocional — pessoas estáveis são calmas, autoconfiantes e seguras. As instáveis tendem a ser ansiosas, nervosas e inseguras. Abertura a novas experiências ...

Qualidade em Serviços: Por Que Treinamento É a Principal Ferramenta

  Uma lata de atum produzida em São Paulo é igual à produzida no Recife. Um tratamento dentário feito por um profissional num dia pode ser completamente diferente do realizado por outro, no dia seguinte. Essa diferença está no coração do desafio de quem presta serviço: qualidade em serviços é difícil de padronizar — mas possível de gerenciar. Bens e Serviços — A Diferença Fundamental O bem é tangível — pode ser pego com as mãos, tem produção centralizada, controle de qualidade e padronização mais simples. O serviço é intangível — é oferecido e consumido no mesmo momento e local, por pessoas diferentes, em condições diferentes. Isso torna a padronização muito mais difícil. O Desafio da Padronização Como garantir que o cliente receba o mesmo nível de atendimento, não importa onde, nem quando? Para um profissional liberal — massagista, dentista, consultor — não há patrão nem inspetor de qualidade. O controle está nele mesmo. E às vezes no próprio cliente, que reclama ou não v...

Economia Compartilhada: Como Usar Mais com Menos Capital

  José foi motorista de ônibus por décadas em São Paulo. Aposentado, complementa a renda dirigindo pelo Uber. Seus filhos, Marco Antonio e Anabela, de 25 anos, usam o mesmo aplicativo — mas nunca pensaram em ter carro próprio. Duas gerações, o mesmo serviço, formas completamente diferentes de se relacionar com a propriedade. É a economia compartilhada em ação. Possuir x Usufruir A geração dos pais de Marco Antonio e Anabela priorizou a posse: casa própria, carro próprio, patrimônio acumulado. A nova geração pensa diferente — prefere ter acesso ao benefício sem necessariamente possuir o bem. Não é descuido financeiro. É uma mudança de valores acelerada pela tecnologia. O Que Tornou Isso Possível A evolução dos sistemas de comunicação, processamento de informações e meios de pagamento — aliada à disseminação dos smartphones — criou as condições para que bens pudessem ser compartilhados em escala. A revolução cultural andou junto com a revolução tecnológica. O resultado é u...

O Que É Marca: Significante, Significado e a Mente do Cliente

  Quando você vê o logo de uma empresa, ouve uma música ou reconhece uma cor, instantaneamente sabe de qual marca se trata. Isso não acontece por acaso — é o resultado de um trabalho intenso e contínuo de construção de marca. Para entender como isso funciona, é preciso entender o que é um signo. Signo, Significante e Significado Uma mensagem é formada por signos — unidades que resultam da associação entre um estímulo físico e uma ideia. O estímulo físico é o significante . A ideia associada é o significado . O desenho de um "E" cortado numa placa de trânsito é um signo que você interpreta como "proibido parar". O desenho é o significante — o significado foi aprendido na autoescola. A palavra "árvore" escrita é um significante — a imagem que vem à sua mente é o significado, construído nas aulas de alfabetização. O Que Isso Tem a Ver com Marca Segundo Philip Kotler, marca é um nome, termo, sinal, símbolo ou combinação dos mesmos, com o propósito de...

Estratégia de Marca: Como Monique Criou um Negócio que a Concorrência Não Consegue Copiar

  Monique formou-se em moda e desenho industrial, estagiou nas principais fabricantes do país e trabalhou mais quatro anos no mercado antes de abrir seu negócio. Quando chegou a hora, sabia exatamente o que queria criar — e mais importante: sabia como proteger o que criava. Sua ferramenta principal foi a estratégia de marca . O Produto e o Nicho Monique criou sapatos femininos de salto alto, em cores fortes e chamativas, com detalhes metálicos e de espelhos — um design que não se encontrava facilmente no mercado. Ela identificou um nicho mal atendido e construiu sua oferta especificamente para ele. Desde o início, descartou loja física. Vendeu exclusivamente pela internet — para alcançar um mercado mais amplo sem os custos de um ponto comercial. Escassez como Estratégia Monique sabia que o sucesso atrairia cópias. Sua resposta foi lançar novas coleções a cada três meses, em pequenos lotes. Pouca quantidade, por tempo limitado — o que cria sensação de escassez. O cliente i...

Como Aumentar Vendas: As Três Estratégias de Soraia para a Rotisseria

  Soraia tem uma rotisseria que faz sucesso nos fins de semana — mas de segunda a sexta fica praticamente ociosa. O problema não é a qualidade do produto. É a estratégia. E a pergunta que ela precisa responder é: como aumentar vendas sem perder o que já funciona? Os Dois Vetores do Negócio Todo negócio pode ser analisado por dois vetores: o conhecimento que domina — no caso de Soraia, assados, acompanhamentos e saladas — e as necessidades dos clientes que atende — pessoas que moram perto e não querem cozinhar no fim de semana, mas também não querem o custo de um restaurante. Para saber como aumentar vendas , Soraia precisa pensar nesses dois vetores juntos. Estratégia 1 — Novos Produtos para os Mesmos Clientes Oferecer pizza ou comida chinesa para quem já faz takeaway no fim de semana. Aqui ela mantém o cliente mas muda o produto. O risco é o canibalismo — o novo produto pode tirar vendas do que já existe. E a ociosidade de segunda a sexta continua sem solução. Estraté...

Reinvestimento e Manutenção: Como Soraia Usa a Baixa Temporada a Favor do Negócio

  Nem todo dinheiro que entra deve sair como lucro. Parte do resultado precisa voltar para o negócio — em manutenção, melhorias e reposição. Quem aprende isso cedo evita surpresas caras nos momentos de maior movimento. A História de Soraia Soraia perdeu o emprego há quatro anos e começou do zero — com o dinheiro da demissão comprou um forno de assar frango e montou uma rotisseria na varanda de casa. Com um tempero herdado da mãe e uma rua movimentada, o negócio decolou. Aos domingos vendia até 200 frangos. Aos sábados, 60% disso. De segunda a sexta, quase nada. Em dezembro último, aproveitou as festas para vender mais de 600 ceias completas — de natal e ano novo. Um mês excepcional. Janeiro — O Momento Certo para Agir Com clientes de férias na praia e movimento caído, Soraia não viajou nem gastou tudo que havia ganhado. Usou a pausa para fazer o que não consegue fazer em meses agitados: manutenção preventiva . Chamou um técnico para limpar o forno e trocar peças desgast...

SBT News — Correios: Rombo de R$ 3 bi e Crise Estrutural — 01/06/2026

  Alberto Ajzental concedeu entrevista a Eduardo Gayer do SBT News para analisar o rombo de R$ 3 bilhões dos Correios no primeiro trimestre de 2026 e o diagnóstico da empresa estatal. O Diagnóstico Os Correios acumulam prejuízos constantes nos últimos anos. A empresa enfrenta sucateamento operacional, problemas graves de gestão e estratégia, e não paga seus próprios impostos federais. O rombo do fundo de pensão Postalis soma R$ 15 bilhões — um passivo que compromete ainda mais a situação financeira da estatal. O PDV que Não Funcionou O Programa de Demissão Voluntária tinha meta de 10 mil adesões. Apenas 3.075 funcionários — cerca de 30% da meta — aderiram. Com um quadro de 80 mil funcionários, o resultado foi muito aquém do esperado e não gerou o alívio de custos que a empresa precisava. Os Planos e as Dificuldades A empresa pretende fechar 1.000 das 6.000 agências e leiloar 21 imóveis para levantar recursos. Mas fazer dinheiro com leilão de imóveis não é simples — exig...

Zero Hora — Imóveis de Luxo em Porto Alegre — 01/06/2026

  Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da FGV, foi entrevistado por Anderson Aires da Zero Hora em 01/06/2026 para analisar o crescimento do mercado de imóveis de luxo em Porto Alegre. O Cenário De janeiro a abril de 2026, Porto Alegre registrou a venda de 174 imóveis acima de R$ 2 milhões — alta de 11% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo recorte, as vendas gerais de imóveis na cidade caíram 12%. Os dados são do Secovi-RS. A Análise de Ajzental O mercado imobiliário brasileiro está polarizado. De um lado, famílias de menor renda têm acesso ao crédito via Minha Casa, Minha Vida. Do outro, quem tem dinheiro para imóveis acima de R$ 2 ou R$ 3 milhões segue comprando sem dificuldade de financiamento. No meio, a classe média — com imóveis na faixa de R$ 450 mil a R$ 1,5 milhão — é a que mais sofre. O achatamento da renda e a falta de linhas de crédito acessíveis explicam a queda geral nas vendas, mesmo com o segmento de luxo aquecido. Le...

Gestão de Recursos: Como Usar Férias Coletivas a Favor do Negócio

  Todo negócio tem sazonalidade. Saber aproveitar os períodos de baixa para organizar os recursos da empresa — em vez de apenas sofrer com eles — é o que diferencia uma gestão proativa de uma gestão reativa. O Caso de Marco Marco tem uma loja de perfumes e essências no centro de São Paulo com 17 funcionários. Em dezembro, o movimento dobra — ele contrata quatro balconistas temporários e reforça o caixa. Em janeiro, o movimento cai para metade de um mês regular — ou um quarto de dezembro. Com os temporários dispensados, Marco ainda tem 17 funcionários para um movimento muito menor. E sabe que deve conceder 30 dias de férias remuneradas para cada um deles ao longo do ano. A Solução Estratégica Em vez de encarar as férias como um problema a resolver ao longo do ano, Marco transforma a baixa temporada em oportunidade. Concede 15 dias de férias para metade da equipe na primeira quinzena de janeiro — e outros 15 dias para a outra metade na segunda quinzena. Resultado: a loja ...