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Alta do Petróleo e Combustíveis: Alberto Ajzental no Brazil Economy - 24/04/2026

 



O Brazil Economy consultou Alberto Ajzental, professor da FGV, sobre a estratégia do governo brasileiro de usar o aumento de arrecadação gerado pela alta do petróleo para financiar cortes de impostos sobre combustíveis.

O Que Está em Jogo

Com a disparada do petróleo provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio, o governo propõe reduzir tributos como PIS, Cofins e Cide — condicionando o alívio na bomba à entrada de receitas adicionais geradas pela valorização da commodity. A lógica é de neutralidade fiscal.

A Visão de Alberto Ajzental

Para Ajzental, a estratégia tem uma fragilidade central: o ganho de arrecadação gerado pela alta do petróleo tende a ser consumido integralmente pelo próprio esforço de conter os preços dos combustíveis. O resultado fiscal líquido se aproxima de zero — enquanto a pressão inflacionária permanece.

O Risco da Dependência

A estratégia depende de uma variável volátil. Se o petróleo recuar, a base de financiamento desaparece — mas a pressão sobre os preços pode permanecer. Além disso, combustíveis são insumos transversais que afetam logística, indústria e alimentos, ampliando o risco inflacionário além da bomba.

O episódio reforça a vulnerabilidade estrutural do Brasil ao mercado internacional de combustíveis — especialmente no diesel, do qual o país importa cerca de 30% do consumo.

Leia a matéria completa no Brazil Economy

Alberto Ajzental — Seu Negócio na Prática

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