O Brazil Economy consultou Alberto Ajzental, professor da FGV, sobre a estratégia do governo brasileiro de usar o aumento de arrecadação gerado pela alta do petróleo para financiar cortes de impostos sobre combustíveis.
O Que Está em Jogo
Com a disparada do petróleo provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio, o governo propõe reduzir tributos como PIS, Cofins e Cide — condicionando o alívio na bomba à entrada de receitas adicionais geradas pela valorização da commodity. A lógica é de neutralidade fiscal.
A Visão de Alberto Ajzental
Para Ajzental, a estratégia tem uma fragilidade central: o ganho de arrecadação gerado pela alta do petróleo tende a ser consumido integralmente pelo próprio esforço de conter os preços dos combustíveis. O resultado fiscal líquido se aproxima de zero — enquanto a pressão inflacionária permanece.
O Risco da Dependência
A estratégia depende de uma variável volátil. Se o petróleo recuar, a base de financiamento desaparece — mas a pressão sobre os preços pode permanecer. Além disso, combustíveis são insumos transversais que afetam logística, indústria e alimentos, ampliando o risco inflacionário além da bomba.
O episódio reforça a vulnerabilidade estrutural do Brasil ao mercado internacional de combustíveis — especialmente no diesel, do qual o país importa cerca de 30% do consumo.
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Alberto Ajzental — Seu Negócio na Prática
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