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Como Empreender: Fazer o Que Ama Não É Suficiente

 


Luiz acompanhava a mãe na cozinha desde criança. Formou-se em Direito, construiu uma carreira sólida num grande escritório — mas sentia que faltava algo. Após perder o pai, decidiu empreender e abrir um bistrô. Afinal, cozinhar era sua paixão.

Paixão É um Bom Começo

Identificar-se com o negócio é um dos fatores mais importantes para quem quer saber como empreender. Quem ama o que faz tem mais determinação para enfrentar os obstáculos inevitáveis — e tende a conhecer melhor o setor em que atua. Paixão ajuda. Muito.

Luiz encontrou ponto comercial, contratou arquiteto e engenheiro, fez reforma, montou a cozinha, desenvolveu o cardápio, criou a marca, contratou funcionários. Na inauguração, estava realizado.

O Que Veio Depois

No dia a dia, Luiz acordava cedo para fazer compras, controlava o caixa, pagava contas, resolvia questões contábeis e tributárias. Virou administrador, financeiro e gestor de RH. Contratou um chef — e logo deixou de opinar sobre o cardápio.

Com o tempo, percebeu que não ia mais ao Mercado Municipal, não folheava livros de culinária e havia parado de cozinhar por prazer. O negócio que deveria ser a realização da sua vida exigia dele exatamente o que ele queria deixar para trás.

O Que Ninguém Conta Sobre Como Empreender

Começar um negócio a partir de uma paixão é legítimo — mas é preciso saber que, com o crescimento, o empreendedor tende a se afastar da atividade que amava para se tornar gestor. Isso não é fracasso. É a natureza do negócio.

Quem entende como empreender de verdade sabe que a responsabilidade final é sempre do dono — independente do quanto ele delega. A solução não é ignorar a gestão, mas montar a equipe certa, terceirizar o que não domina e ter clareza sobre seu papel dentro do negócio.

Paixão abre a porta. Gestão mantém o negócio de pé.

Alberto Ajzental — Seu Negócio na Prática


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