Mas a vida das famílias conta outra.
Em fevereiro de 2026, o endividamento das famílias atingiu 49,9% da renda disponível — o maior patamar desde o início da série do Banco Central. Quase 30% da renda já sai para pagar dívidas antes de qualquer outra despesa. Emprego em alta, renda em alta, dívida em alta. O paradoxo não é pequeno.
Parte da explicação está em uma economia invisível que funciona em paralelo à oficial — apostas online, mercados subterrâneos — e que drena renda sem aparecer nas estatísticas de consumo. Quando o dinheiro desaparece nesses canais, a estatística registra apenas o resultado final: atraso no cartão, inadimplência, crédito caro.
O rotativo do cartão de crédito chegou a 428,3% ao ano em março de 2026. Mas talvez os juros sejam o fim da linha — não o começo da história.
O país oficial olha para PIB, emprego e inflação. O país real convive com a fatura do cartão, o Pix enviado para a plataforma e a dívida que sobrou na segunda-feira.
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Alberto Ajzental — Seu Negócio na Prática
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