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Controles do Orçamento: Base Zero, Flexível, Contínuo e Tendências


Elaborar um orçamento sem controlá-lo é um exercício inútil. Controlar o orçamento significa gerenciar a empresa — e para isso existem métodos específicos.

O Que São Controles do Orçamento

Os controles do orçamento são as ferramentas, instrumentos e metodologias usadas para planejar, executar e acompanhar o orçamento. Não existe uma única forma correta — os principais métodos são Base Zero, Flexível, Contínuo e Tendências.

Método Base Zero

O método Base Zero — ou OBZ — consiste em elaborar o orçamento de forma detalhada e minuciosa, analisando cada gasto da empresa como se fosse estimado pela primeira vez. Não usa dados do passado como referência — parte sempre do zero.

Adapta-se a qualquer tipo de empresa e evita ineficiências acumuladas ao longo dos anos. A desvantagem é que, sem histórico, não há parâmetros para comparar se houve aumento ou redução dos itens orçados.

Método Flexível

O método Flexível parte da distinção entre custos fixos e variáveis. Os custos variáveis acompanham o volume de atividade — se a produção cresce, eles crescem. Os custos fixos não se alteram independente do volume.

Facilita a identificação da origem das variações — mudança de preço, volume produzido ou uso inadequado de materiais. A desvantagem é que exige conhecimento detalhado do que cada área produz e onde cada recurso é consumido.

Método Contínuo

O método Contínuo revisa e ajusta o orçamento constantemente ao longo de doze meses, projetando ao mesmo tempo os valores para o ano seguinte. O orçamento nunca fica desatualizado.

Suas vantagens incluem relatórios mensais com prazos estipulados, avaliação rápida de problemas e projeção do ano seguinte sempre atualizada.

Método de Tendências

O método de Tendências é estatístico e ajusta o orçamento na linha de tendência para os volumes projetados. É trabalhoso e de difícil acesso aos dados. Não considera variáveis como mudança de governo, economia regional, sazonalidade e concorrência.

Uma indústria química que exporta US$ 10.000 viu a taxa de câmbio passar de R$ 3,50 para R$ 3,85 — desvalorização de 10% do real. O impacto foi crescimento de 10% na receita em reais — uma variação que o método de tendências sozinho não conseguiria capturar adequadamente.


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Alberto Ajzental: Gestão, Marketing e Finanças na Prática

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