O Cenário
Entre 2016 e 2025, o número de imóveis alugados no Brasil saltou de 12,2 milhões para 18,9 milhões — alta de 55%. A proporção de domicílios próprios caiu de 66,8% para 60,2%. O aluguel ficou 8,63% mais caro nos últimos 12 meses, bem acima do IPCA de 4,14%.
A Análise de Ajzental
Os recursos da poupança — SBPE —, tradicionalmente usados para financiar imóveis da classe média via Sistema Financeiro de Habitação, estão perdendo participação no mercado. Com outras fontes de captação mais caras, como as LCIs, o crédito fica mais escasso e mais caro para quem não se enquadra nos subsídios do MCMV.
Para Ajzental, as medidas do governo são positivas mas insuficientes. Ele critica o modelo de estímulo à demanda via dívida e defende maior controle dos gastos públicos para redução estrutural dos juros — e mais educação financeira para a população.
Em economia, aluguel e compra de imóvel são bens substitutos. A locação é um bem inferior — a decisão natural, fora da fase de incerteza sobre onde e como viver, é comprar. Mas o aspiracional da compra está travado porque as famílias estão com a corda no pescoço.
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Alberto Ajzental: Gestão, Marketing e Finanças na Prática
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