Alberto Ajzental, professor da FGV, foi consultado pelo Estadão em 14/05/2026 para analisar o novo subsídio ao diesel anunciado pelo governo federal — uma subvenção de até R$ 0,3515 por litro em meio à pressão internacional do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio.
A Medida
O novo subsídio se soma ao pacote de abril, que já previa subvenções de até R$ 1,20 por litro para diesel importado e R$ 0,80 para diesel nacional. O objetivo declarado do governo é evitar repasses ao frete e à inflação. O ministro do Planejamento afirma que a medida tem neutralidade fiscal — o custo estimado entre R$ 2,7 e R$ 3 bilhões mensais seria compensado pelo aumento de arrecadação gerado pela alta internacional do petróleo.
A Análise de Ajzental
Para Ajzental, a medida reforça a intervenção estatal sobre os combustíveis. O governo está oficializando a prática de manter preços artificialmente abaixo do mercado para a Petrobras. A lógica é usar o aumento de arrecadação gerado pela alta do petróleo para compensar a renúncia tributária sobre os combustíveis vendidos internamente.
O economista avalia que o objetivo central não é fiscal — é político. O governo não quer ver inflação galopante, seja pelos combustíveis em si, seja pelo efeito cascata sobre os alimentos em função do custo do transporte.
O diesel brasileiro segue abaixo da paridade internacional. Segundo a Abicom, a defasagem média está em R$ 1,38 por litro — o que reduz a competitividade de importadores privados e aumenta a dependência do mercado em relação à política de preços da Petrobras.
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Alberto Ajzental: Gestão, Marketing e Finanças na Prática
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