Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da FGV, foi entrevistado por Breno Damascena para a capa do Estadão em 24/05/2026 — reportagem sobre o distanciamento do sonho da casa própria para a classe média brasileira.
O Cenário
Entre 2016 e 2025, o número de imóveis alugados no Brasil saltou de 12,2 milhões para 18,9 milhões — alta de 55%. A proporção de domicílios próprios caiu de 66,8% para 60,2%. O aluguel ficou 8,63% mais caro nos últimos 12 meses — bem acima do IPCA de 4,14%.
A Análise de Ajzental
Os recursos da poupança — SBPE —, tradicionalmente usados para financiar imóveis da classe média via Sistema Financeiro de Habitação, estão perdendo participação no mercado. Com outras fontes de captação mais caras, como as LCIs, o crédito fica mais escasso e mais caro para quem não se enquadra nos subsídios do MCMV.
A classe média está espremida: sem os subsídios do segmento econômico, pressionada pelos juros altos do financiamento e sem conseguir acumular o valor da entrada. O segmento econômico tem o MCMV. Os ricos têm a Selic a quase 15% rendendo a favor. A classe média fica no meio — sem apoio de um lado e sem patrimônio do outro.
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Alberto Ajzental: Gestão, Marketing e Finanças na Prática

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