Produzir internamente ou comprar de um fornecedor externo? Essa é uma das decisões mais complexas da gestão de custos — e é conhecida no mundo dos negócios como Make or Buy: fazer ou comprar.
O Que Está em Jogo
Muitas empresas, na hora de decidir sobre fabricação ou terceirização, enxergam apenas os custos. Mas outras variáveis precisam ser consideradas: condições de mercado, estratégia, capital disponível, risco que se deseja assumir e posicionamento competitivo.
Quando Faz Sentido Fabricar
Se o produto tem alto valor agregado e demanda alta e regular, fabricar pode ser mais interessante. Quem produz internamente captura toda a margem — apropria-se do lucro da produção. A desvantagem é o investimento em instalações, maquinário e pessoal.
Quando Faz Sentido Comprar
A terceirização traz eficiência operacional, menor capital próprio envolvido e pode gerar melhores níveis de serviço. Reduz os custos de investimento — sem necessidade de maquinário e sem contratação de pessoal para aquela função específica. Para quem terceiriza, o custo fixo daquele item é zero.
O Cálculo da Decisão
A fórmula base é: Custo Total = Custo Variável unitário × Quantidade + Custos Fixos totais. Geralmente, decide-se pela estratégia que apresentar o menor custo total e maior margem de lucro.
Dona Jurema tem uma pastelaria. Tem R$ 1.000 de custo fixo para produzir massa — equipamentos e pessoal. O custo variável é R$ 5 por pastel.
Se produzir 1.000 pastéis: R$ 1.000 ÷ 1.000 = R$ 1,00 de custo fixo por unidade + R$ 5,00 = R$ 6,00 por pastel.
Se produzir apenas 100 pastéis: R$ 1.000 ÷ 100 = R$ 10,00 de custo fixo por unidade + R$ 5,00 = R$ 15,00 por pastel.
Conclusão: para Dona Jurema, compensa comprar a massa pronta quando a produção é pequena — e fabricar quando a produção é grande. O custo fixo se dilui com o volume, tornando a produção interna mais competitiva conforme a escala cresce.
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Alberto Ajzental: Gestão, Marketing e Finanças na Prática
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