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Poder nas Organizações: Como a Influência Move as Empresas


Nas organizações, as coisas não acontecem apenas por hierarquia. Elas acontecem porque alguém influencia alguém. Entender o poder nas organizações é entender como as decisões realmente são tomadas.

O Que É Poder

Poder é a capacidade de uma pessoa ou organização de influenciar o comportamento de outra. Não é o ato de mudar atitudes à força — é influenciar para que seja feito o que deve ser feito. Influenciar é a habilidade de afetar a decisão de outra pessoa para conseguir que o necessário seja realizado.

As Fontes de Poder

O poder nas organizações tem quatro fontes principais.

O poder legítimo é aquele definido na escala hierárquica pelos cargos. É o cargo que estabelece o grau de poder sobre os comandados.

O poder de recompensa é aquele em que existe uma contrapartida pelo trabalho feito — salário, promoção, folgas ou reconhecimento formal.

O poder coercitivo é aquele baseado na punição. Ameaçar um funcionário de demissão caso não atinja metas é um exemplo clássico.

O poder de especialização é aquele em que o funcionário detém o conhecimento. Independente do cargo, a pessoa influencia os demais pela sua expertise. Um contador influencia a organização porque é ele quem sabe tudo sobre contabilidade.

Como o Poder Surge

O poder nas organizações pode surgir de três formas.

Por permanência: quando uma pessoa detém um conhecimento específico do qual a organização depende. Ela passa a ter poder porque a empresa não consegue prescindir dela.

Por centralidade: quando existe dependência entre o detentor do poder e os demais. O caixa do supermercado precisa pedir autorização ao chefe para fazer um estorno — o poder está centralizado.

Por liberdade de ação: quando a pessoa pode tomar decisões sem precisar pedir permissão a superiores. O gerente que demite um funcionário sem consultar o dono da loja exerce esse tipo de poder.

Tipos de Influência

A influência pode ser exercida de quatro formas: pela persuasão racional — usando argumentos lógicos; pelo apelo inspiracional — usando envolvimento emocional; pelo apelo pessoal — usando amizade e relacionamento; e pela coalizão — construindo aliança entre pessoas para persuadir outras.

Como disse Samuel Butler: aquele que aceita contra a sua vontade continua tendo a sua opinião.


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