Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da FGV, foi entrevistado por Breno Damascena do Estadão para analisar o momento do mercado imobiliário paulistano.
O Cenário
São Paulo vive um ciclo forte de lançamentos e vendas — mas o crescimento está cada vez mais concentrado nas pontas do mercado. De um lado, o Minha Casa, Minha Vida ganhou força com subsídios, regras mais favoráveis e maior velocidade de venda. De outro, o alto padrão segue resiliente, apoiado por compradores de maior renda e menor dependência de financiamento.
O Apagão da Classe Média
No meio, a classe média enfrenta um apagão de oferta. Juros elevados, perda de poder de compra, crédito mais seletivo e menor viabilidade dos projetos reduziram o espaço dos imóveis voltados a esse público. As incorporadoras migraram para onde o negócio fecha — e a classe média ficou sem produto.
A Análise de Ajzental
A migração das incorporadoras para o segmento econômico parece mais uma reação à crise atual do médio padrão do que uma mudança estrutural definitiva. Se as condições de renda, crédito e viabilidade melhorarem, muitas empresas tendem a voltar aos seus nichos tradicionais.
O mercado imobiliário continua forte — mas quando olhamos por dentro, fica claro que ele não cresce de forma homogênea.
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Alberto Ajzental: Gestão, Marketing e Finanças na Prática

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